Seguinte, é mais ou menos assim que a minha vida anda.
Valeu Mia. E Ela sempre entende. Aconteceu de nós duas passarmosp ela mesma coisa:
Control+C control+V
Postado por Anna Soares às 17:11:00 3 E você, o que me diz?
Marcadores: Idiossincrasias
A melhor parte do dia
chorar seus encalços
onde mil beijos teras
e longe de mim nunca mais ficaras
Postado por Anna Soares às 22:42:00 1 E você, o que me diz?
Valeu a liberação M.F.!!!
Pra mim eu vou casar no dia em que eu vou estar mais bonita na minha vida, vou tomar vinho com meu marido ouvindo frank sinatra e glenn miller pelo menos uma vez por mês, vou ficar enjoada dele várias vezes, mas sempre vou achar lindo ele brincando com as crianças, de vez em quando vou pôr uma dose de whisky e paparicar ele bem muito quando ele chegar muito estressado do trabalho e ele vai fazer uma massagem em mim perfeita quando eu for a estressada, eu vou brigar com ele puta na TPM pelo menos umas 8 vezes por ano, e a gt vai ficar entre tapas e beijos um zilhão de vezes, eu vou pensar em trair ele, e vou sentir uma azia mental por isso, a gente vai entrar em crise, e vai sair, pq afinal de contas eu vou saber que ele é o cara que eu amo da vida, uns dias a gente vai acordar insuportável, e encrencar com tudo, e em outros a gente vai acordar botando beatles pra tocar e fazendo um café da manhã desses de gente feliz com uma mesa toda colorida... a gente vai ficar velhinho junto, ainda dançando o Frank Sinatra, e vez por outra quando eu passar pra ir pegar os remédios de pressão ele vai dar um tapa na minha bunda e eu vou pensar "meu deus, eu terminei casada com esse velho tarado!"
Todas as outras coisas que acontecerem, vão ser antes disso. E priu. Nem adianta tentar me convencer que o casamento é uma entidade falida e blablabla... Pra mim isso eh conversa de gente traumatizada, ou mal-amada, ou que tá naquela fase canalha de ser.
Leia Mais…
Postado por Anna Soares às 21:56:00 1 E você, o que me diz?
Bloco do Eu Sozinho
Tem um blog falecido que eu amo de paixão.
Hoje eu achei, nos arquivos do Bloco do Eu Sozinho, um texto perfeitamente cabível aqui dentro, do meu coração, quanto ao blog. Como plágio é atestado de burrice, eu resolvi transcrever e dar os créditos a quem merece de verdade.
Dois Anos
Eu poderia falar sobre o tratamento contra parasitas intestinais que estou pra iniciar. Poderia escrever sobre a mulher casada que tem embaçado os vidros do carro comigo e até falar sobre as maldades que ela comete contra minha fimose, mas não. São dois anos. Setecentos e trinta dias. Em dois anos dá pra ir e voltar a pé na Bahia. Dá pra escrever uma carta de
Postado por Anna Soares às 23:54:00 1 E você, o que me diz?
Marcadores: Crônicas
E aí que os protestos pra o blog ficar estão me dando uma certa vontade de postar... hehehe
E aí que o pc colaborou e eu consegui colocar a enquete.... e aí PODEM VOTAR DE VERDADE!!!!
E tipos que eu fui pra a reunião de departamento da faculdade hoje e me surpreendi com o nível de baixaria dos amados mestres.... E viva o pré-escolar....
heheh
Postado por Anna Soares às 22:47:00 0 E você, o que me diz?
Do email
Quando os cearenses dominarem o mundo
Postado por Anna Soares às 16:17:00 1 E você, o que me diz?
Marcadores: Crônicas
Já não é de hoje que o Caderno Insone não é prioridade na minha rotina. Não é que tenha deixado de escrever, é que ele me tem sido quase desconfortável, ou pior, indiferente.
Sou do tipo que precisa de estímulo diário e retorno. Ando mais imediatista que o hábito e não é o sono recuperado que incomoda aqui, é mais. Vai além. Relendo os arquivos, eu percebi que na verdade, eu não sou mais a moça de noites em claro que escrevia aqui. Pra quem é de casa não é novidade que eu sou comodista. Adoro ficar em casa sem fazer absolutamente coisissima nenhuma. Só pensando.
E ser “flexível” e “tolerante” também não está ajudando. As coisas legais eu incorporo sem problema, as más eu aprendo a conviver. E não faço nada pra mudar.
Só que chega uma hora em que é preciso parar com tudo o que não deveria estar na minha vida, e acredito ser este o momento, que não digo o melhor momento por saber que está mais do que passando da hora, mas é este o meu momento.
A minha idéia do concurso era fazer com que eu me enchesse de novo ânimo pra postar, não deu muito certo e eu não sabia ao certo a razão disso. A verdade é que o Caderno foi ótimo de fazer, mas não me traz a mesma alegria de antes.
Eu andava arquitetando um novo blog com a minha nova vida. Depois eu faço.
Sobre o concurso:
Seguinte, alguém achou que cortar o CPMF era legal e eu estou a dois meses sem bolsa do estágio, portanto, eu não tenho capital pra pagar o premio. Vão por mim, ninguém ficou mais triste do que eu e essa é uma das principais razões para as férias do blog.
Abaixo seguem os autores dos textos publicados.
De qualquer modo, parabéns aos vencedores.
De Como Sentir é Difícil – Amélia Carolina
O Bêbado e o Mendigo – Yuri Vidal Corrêa
A Carteira – Rafael “Sisto Sexto” Espindola
Os Gatos de Madame M. – Mário Gerson
Um Homem Atormentado – Marcos Bonilha
A História de Nadamundo – Cícero Neto
Não vou mais postar os outros, mas vou pôr em votação pra que vocês escolham o melhor pra que ganhe os devidos parabéns.
EDIT: votação nos comentários pq a minha maravilha de pc não deixa incluir nada.
Postado por Anna Soares às 20:49:00 10 E você, o que me diz?
Bah
Cansada de blog.
Cansada MESMO de blog.
Blog de férias indefinidamente após o concurso.
Talvez volte.
Talvez não.
Leia Mais…Postado por Anna Soares às 16:58:00 1 E você, o que me diz?
Texto 9
O dia amanheceu diferente. O céu estava limpo e o sol estava mais claro, mais quente. Poderia ser até impressão, mas a meu ver a manhã estava ainda mais bonita e límpida. Talvez fosse porque aquele seria o grande dia. Finalmente, depois de meses conversando pela internet, trocando nada mais do que palavras, eu iria conhecê-lo.
Cada vez que eu lembrava do encontro, um turbilhão de borboletas invadia meu estomago e tudo ficava embrulhado. As mãos sempre ligeiramente trêmulas. As sandálias escorregavam por causa do suor nos pés. Imagens distorcidas, palavras que poderão ser ditas, decepção, felicidade, seria ele o cara que iria me fazer desencalhar? Tudo de uma vez passava pela minha cabeça em todo instante.
A hora se aproximava. Shopping, às 15h. Por que será que ele escolheu esse horário? Ou fui eu? Ah, deve ser por causa do cineminha às 16h. Será que iríamos pegar o filme mesmo? E se eu não gostasse dele? E se ele não gostasse de mim?? 13h. Hora de se arrumar. Não, não. É cedo. Mulher nunca chega antes num encontro, jamais deve esperar o rapaz, deve ser sempre o contrário. Além disso, se ele chegar depois de mim vai pensar que eu estou desesperada! Isso não! Ele não pode pensar isso!
Duas semanas antes já havia escolhido a roupa do encontro. Uma saia tamanho médio, pois curta demais iria indicar vulgaridade. Sandálias com saltinho básico, nada muito alto. Ele disse que era baixo e não vou querer que na hora do abraço ele fique com a cabeça nos meus seios (rsrs). A blusa com decote em “v” para valorizar ainda mais meu busto. Pronto, está chegando a hora. Olho no espelho e o resultado já era esperado: linda, esplendorosa, espetacular, maravilhosa! Ao ataque!
Depois de horas e horas na internet conversando, trocando fotos, juras secretas, o grande dia havia chegado. Acho que aquele ali é ele, vem se aproximando. Bem, um pouco mais baixo do que pensei, mas dá pro gasto. Ah que sorriso fofo, que olhar sincero! Nos abraçamos (E que abraço!) e nos apresentamos um pouco rápido demais até.
Papo vai, papo vem, percebo seu nervosismo, ao andarmos ele batia de leve em mim com o braço, igual a bêbado, pra lá e pra cá. Já tinha me certificado de que ele não tem as pernas tortas, por isso imaginei que fosse a emoção do momento. Sentamos numa lanchonete para tomar um suco. Conversamos bastante, apesar de ainda estarmos um pouco retraídos.
Tudo transcorria bem, eu gostava mais ainda dele e sentia que o sentimento era recíproco. Ele chama para irmos ver um filme. Adoro a idéia (Claro! No escurinho sempre rola algo). Ele compra minha entrada e entramos juntos na sala de cinema. O filme? Bem, não lembro nadinha dele, mas a tarde foi maravilhosa e na saída já marcamos o próximo encontro.
Postado por Anna Soares às 23:18:00
Texto 10
A Casa da Bruxa
Já tinha ouvido falar que aquele prédio era mal-assombrado, mas nunca acreditei nas lendas urbanas que eram contadas. Era um colégio de freiras, que eram muito rígidas com os alunos. Talvez daí tivessem surgido tantas histórias sobre aquele colégio.
Aos dez anos ouvi falar que havia uma loira no banheiro. Diziam se tratar de uma mulher que foi assassinada e que aparecia no banheiro caçando suas vítimas. Aos doze anos ouvi falar que a estátua da fundadora do colégio se mexia. Alguns diziam que ela piscava, outros diziam que ela mexia o pé e havia ainda os que contavam já ter visto a estátua chorar.
Mas foi aos catorze anos que conheci o que os alunos mais velhos chamavam de "a casa da bruxa". Era uma casinha de madeira que ficava escondida no bosque. Da casa era possível ver a quadra poliesportiva e os quiosques em volta, mas de nenhum desses lugares é possível ver a casa.
Eu estava no meio da oitava série quando ouvi a história pela primeira vez. Diziam que lá habitava uma velha de cabelos longos e brancos, toda enrugada e curvada, que saía de tempos em tempos para assustar as crianças que teimavam em pisar em suas flores para olhar para dentro da casa e saber o que havia lá dentro.
O bedel dizia para as crianças que a história não passava de uma lenda, mas pedia para que elas não se aproximassem da casa. Era, afinal, apenas um depósito de ferramentas.
Num belo dia ensolarado, minhas três amigas inseparáveis e eu resolvemos entrar no bosque. Pegamos um copo e umas folhas de papel e fomos brincar de invocar espíritos, mesmo não acreditando na brincadeira. Estávamos concentradas, esperando algum espírito se comunicar conosco, até que, de repente, ouvimos um grito vindo da casa da bruxa.
Corremos para lá para ver o que aconteceu. Ficamos olhando de longe, sem pisar nas flores que rodeavam a casa. Não havia nada. Maria Aparecida, uma das amigas, resolveu saber de uma vez por todas o que havia lá dentro. Pulou as flores sem pisá-las e se aproximou da porta.
Nós, que ficamos longe, não nos atrevemos a chegar tão perto, mas a curiosidade era tanta que não nos mexíamos. De repente, Maria Aparecida encostou a mão na porta de madeira já envelhecida e a empurrou bem devagar. Não se via nada. Tudo era escuridão. No momento em que ela enfiou a cabeça por entre o vão da porta, eu olhei para as minhas amigas e saímos as três correndo apavoradas.
Eu não cheguei a ver nada, só a escuridão. No dia seguinte, Maria Aparecida não foi à escola. Estranhamos, já que se tratava de uma aluna assídua. Liguei para ela assim que cheguei em casa, mas o que ouvi foi uma mensagem gravada dizendo que aquele telefone não existia.
Na manhã subseqüente, fomos avisados pela diretora da escola que a aluna Maria Aparecida havia sido transferida de colégio. Minhas amigas e eu fizemos um pacto de nunca revelar o que aconteceu naquele dia na casa da bruxa. A verdade é que não só nunca mais tocamos no assunto, como nunca mais nos falamos.
Bem, eu cresci, naquele fim de ano mudei de colégio e nunca mais voltei lá. Aliás, nunca mais falei com ninguém de lá e não tive mais notícias das minhas amigas. De vez em quando tenho alguns pesadelos com o colégio, mas não com o bosque ou a casa da bruxa, mas com os corredores pintados de verde e o elevador medieval que funcionava com uma alavanca.
Um dia desses eu voltava da aula de inglês e resolvi mudar de caminho, passando em frente ao colégio. Parei de frente para o portão principal e fiquei olhando lá para dentro. Não pude deixar de ouvir algumas crianças conversando. Estavam contando histórias de terror. Contavam todas aquelas lendas urbanas que eu ouvira quando tinha sua idade. Uma delas então se levantou e começou a contar uma história sobre a casa da bruxa.
Dei uma risadinha discreta e continuei ouvindo a garotinha contar sua história. Devo ter ficado branca ao ouvir o final da história. A história não terminava com a bruxa que assustava as criancinhas, mas com uma menina que entrou na casa e desapareceu. À noite, disse a menina que contava a história, é possível ouvir o choro da garota que ficou presa dentro da casa da bruxa. Ela chora porque está procurando pelas amigas que saíram correndo, abandonando-a naquele bosque. As outras garotas ficaram de cabelo em pé, mas não tanto quanto eu ao ouvir a garotinha fechar a história dizendo: "diz a lenda que duas já se foram. Agora, só falta uma."
Postado por Anna Soares às 23:16:00


Por isso que eu adoro eles.